quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Há genocídio… e genocídio…
combatia os rebeldes separatistas armados do Curdistão
dizia-se que era… “genocídio”.
Agora,
o regime turco está a fazer exactamente o mesmo!
Como o devemos chamar agora, neste caso?
Guerra contra o terrorismo?
Defesa da porta oriental da NATO?
Operação contra o extremismo?
Operação “mata-curdos”?
Democracia bastorma* em acção?
A Turquia nega os direitos dos curdos
já há meio século, pelo menos…
enquanto o presidente Saddam dava aos curdos
a maior autonomia que alguma vez tiveram
em qualquer lugar e qualquer era.
O que é que se disse em 1920
quando o exército britânico
massacrou os curdos usando gás venenoso!!
Leram sobre isso?
Quando e onde?
E sobre a Mossad treinar os mesmos curdos
desde 1968…?
Para quê??
A hipocrisia e os standards duplos
nunca se sentiram melhor… do que hoje,
mas isso não é novidade…
Sherlock Hommos
Último dia de Outubro de 2007
*Bastorma é um tipo de salsicha tradicional turca
sábado, 29 de setembro de 2007
Ópio, oportunidades e opiniões
Se um ocidental tem cinco namoradas,
deixa três delas, engravida as outra duas
e se casa com a sexta, só para depois se divorciar,
chamam-no playboy!
Quando um árabe tem mais de uma namorada,
chamam-no infiel,
macho ou macho chauvinista
senão maníaco sexual.
Quando Saddam Hussein ocupou o seu Koweit,
chamaram-no invasor, ditador e “ameaça a paz”,
quando George Bush bombardeia Bagdad
chamam-no “distribuidor da democracia”.
Quando os talibãs proíbem o comércio de ópio
no Afeganistão e também a sua exportação
para o ocidente chamam-nos perversos
e uma ameaça para o ocidente.
Quando as forcas da NATO esperam que
de outra maneira as exportações de ópio
para o ocidente aumentem …
Ninguém encontra uma palavra para descrever isto.
Quando um piloto israelense bombardeia
a central eléctrica de Beirute chamam-no “herói”,
quando um palestino viaja num autocarro israelense
cheio de colonos ilegais e de militares
a caminho do trabalho… chamam-no terrorista!
O Presidente Ahmadinejad não detém uma execução
totalmente legal de um criminoso condenado em Teerão…
enquanto o Presidente Bush nunca deu nenhuma amnistia,
nem adiamento, aos prisioneiros no corredor da morte…
E depois o Professor Lee Bollinger
chama ao Presidente Ahmadinejad
“ditador mesquinho”…
Quando o Presidente Ahmadinejad propôs
que se apagasse do mapa um estado agressor,
ilegal e ilegítimo chamado Israel,
chamaram-lhe tirano e anti-semita.
O que é que devemos chamar ao Presidente Bush
por apagar praticamente o Iraque do mapa?
Quando Bollinger se queixa
dos prisioneiros “inocentes” em Teerão…
o que é que devemos chamar aos prisioneiros
da Baía de Guantánamo?
Quando um russo de olhos azuis
que nem sequer é semita, e muito menos judeu,
chega à Palestina, chama-se a isto a “lei dos retornados”.
Os palestinos que estão exilados,
ou a viver debaixo da ocupação não têm nome…
chamam-lhes “os filhos de um Deus inferior”.
Raja Chamayel
À espera que o Professor Bollinger fume ópio afegão
e termine numa prisão do Bush
e tenha o Presidente Ahmadinejad como seu advogado…
29 de Setembro de 2007
Visite o meu blog antes que o Professor Bollinger o faça!!
http://frustratedarabdiary.blogspot.com
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
O dia em que o George chegou

Desenho de Ben Heine©
Comparemos quanta pilhagem está agora a ter lugar
no Museu Nacional Arqueológico de Bagdad
e noutras partes do Iraque, à era do regime de Saddam.
Comparemos quanto contrabando e roubo de petróleo existe agora
em comparação com os tempos em que Saddam era presidente.
Juntemos a isto violações, roubos, assaltos e por último,
mas não menos importante, a limpeza étnica generalizada.
Quantas igrejas se construíram durante o reinado de Saddam
e quantas mesquitas foram destruídas desde que chegou George Bush?
Quando Saddam era presidente os judeus de Bagdad
andavam à vontade nas ruas da cidade,
mas agora têm de ser protegidos por mercenários bem pagos…
Quantos iraquianos fugiram do seu país em comparação com os
dois milhões de trabalhadores estrangeiros que estavam bem empregados
no Iraque antes de que o George chegasse…
Não é preciso ter um Doutoramento em Ciências Políticas,
nem ser especialista em história do Médio Oriente…
Acenda a sua televisão!
Se a Al-Qaeda alguma vez existiu… nunca foi dentro do Iraque,
até e somente depois de que o George chegasse.
A fome, o caos e a guerra civil chegaram depois da invasão do George.
Se os EUA e os seus paus-mandados se retirassem do Iraque
na tarde da próxima sexta-feira,
a paz voltaria… na manhã da seguinte segunda-feira.
Nunca houve armas escondidas,
nem vamos ver nenhuma democracia!
Boa-noite! Adeus!
E para a próxima vez deixem os vossos “Georges” em casa
e com trela…
Raja Chemayel
19 de Setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Dez passos para chegar ao Israóleo
Primeiro,dizemos que o Presidente Saddam era um ditador perverso
em segundo lugar,
acusamos Saddam de ter Armas de Destruição Massiva
em terceiro lugar,
bombardeamos e invadimos o Iraque.
Em quarto lugar,
declaramos que a agressão barbárica é uma “missão cumprida”
pelo bem da democratização no berço da civilização.
Em quinto lugar,
promovemos, iniciamos e organizamos o caos total no Iraque
levando ao poder os senhores da guerra, os poderes feudais, os mullahs
e até os ladrões + 107.259 mercenários.
Em sexto lugar,
perdemos a guerra e depois culpamos a Al-Quaeda
e tentamos encontrar uma saída...
Se não, passamos ao número 7…
Em sétimo lugar,
invadimos o Líbano, como distracção, porque Israel
fracassou de todas as maneiras e repetidamente também.
Em oitavo lugar,
se nunca encontrarmos as armas de Saddam escondidas no Líbano,
então continuamos (de acordo com o planeado) a procurá-las, na Síria...
Em nono lugar,
depois de devastar, destruir e arruinar a Síria, também,
o último, e décimo passo, será declarar tudo isto um êxito total,
e tudo em benefício de Israel...
Claro!
Posso estar enganado, por isso aceitaria quaisquer
outras análises ou acusações.
Até lá eu digo:
“Foi tudo feito pelo bem de Israel”
ou melhor “pelo bem do Israóleo”.
Eng. Moustafa Roosenbloom
Procurando o petróleo kosher
Último dia de Agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O problema com Jesus
O problema com Jesusou
Jesus foi realmente esmagado por um bulldozer??
Para começar, ele era de uma família da classe média,
o pai era um humilde carpinteiro, nada de luxo, nada emocionante.
Até se podia chamá-lo proletário,
tendo em conta que também foi refugiado… no Egipto,
mas não roubou nada ao sair do Egipto,
como fez Moisés…
Por ser uma pessoa honesta Jesus ficou mais pobre
e consequentemente também foi proletário.
E acrescentando o facto dele ter nascido e sido criado
debaixo da ocupação de uma grande potência imperial,
que ele, no mínimo, detestava…
O que fez dele um agitador, um arruaceiro, um militante,
um activista também conhecido como revolucionário,
e nos termos de hoje em dia, seria
um apoiante de Chávez, de Castro, ou de Saddam…
ou simplesmente um membro do Hamas (ou incluso, um líder do Hamas).
De qualquer maneira, ele era do terceiro mundo e árabe.
E ainda pior do que árabe, ele era palestino!!
Um palestino contra Roma,
e contra os rabinos de barba comprida de Jerusalém!!
Com tal descrição…
Jesus andava mesmo à procura de problemas!!
Além disso, ele também não gostava dos ricos, e até ajudava os pobres.
Perdoou a uma prostituta e até a defendeu!!
E também deu de comer aos famintos,
deu roupa aos necessitados e pregou pela igualdade.
Tal como faz o Hamas… hoje em dia.
Imagine-se!!
Num país ocupado, como a Palestina,
alguém veio para separar César de Deus,
para separar a teocracia da política,
para diferenciar entre o Judaísmo e o monoteísmo,
e para promover a igualdade e partilhar a riqueza…
Tal pessoa estava mesmo à procura de problemas:
um palestino proletário, contra a ocupação
e com um dogmatismo anti-religioso e a favor da igualdade social…
até Karl Marx teria inveja dele.
De facto, Marx tinha inveja dele,
e as igrejas esqueceram-se dele,
e começaram a venerar a mãe dele, em vez dele.
Estava-se mesmo a ver o que ia acontecer,
não admira que ele não tenha vivido mais do que 33 anos!!
Nos dias de hoje,
teria sido morto a tiro aos 14 anos,
ou esmagado por um bulldozer israelense!!
Raja Chemayel
Dedicado a Les, apesar de tudo…
9 de Agosto de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Que idioma?
Karl Marx falou alemão com os russos.
Jesus da Nazaré falou aramaico com aqueles
que só rezavam em hebraico.
Maomé falou árabe com os árabes.
A Igreja Católica falou latim com os europeus.
A Igreja Ortodoxa falou grego com os russos.
A Igreja Cóptica falou Cóptico com os filhos do Faraó.
E Maomé falou árabe com os árabes.
E os Sionistas falaram iídiche com os judeus polacos.
Os israelenses tiveram de aprender primeiro hivrit, antes de falar com os etíopes.
Golda Meier falava russo com a mãe.
Isaak Rabin falava lituano com a mãe.
Ariel Sharon falava russo com a mãe.
Simon Perez falava polaco com a mãe.
Arafat falava árabe com a mãe.
Jamal Abdel Nasser falava árabe com todos os árabes.
Anwar el Sadat falava inglês apenas com os egípcios.
King Hussein falava inglês com os filhos
e
Saddam Hussein falou árabe até à hora do seu enforcamento.
Que idioma quer ouvir?
De que idioma gosta mais?
Que idioma seduz a sua mente?
Já experimentou a língua da verdade?
Eu escrevo em inglês porque o meu computador não tem o alfabeto árabe.
Falo holandês com os meus filhos, alemão com a minha mulher
francês com os meus primos,
mas árabe com a minha mãe… e falo em árabe com o meu Deus.
Raja Chemayel
Um árabe a escrever em inglês


